Mais uma geração ”perdida”; por má administração da CBB, Brasil está de fora do Mundial U19

Após conquistar a vaga para o Mundial U19, de maneira esplendorosa, na quadra e na garra, que aconteceria em Cairo, capital do Egito por meio da Copa América U18, ficando com a terceira colocação, o Brasil não disputará esse torneio na África. Nossa vaga passou a ser da Argentina, mas que não conquistou seu lugar de forma democrática. Isso se deve pelo fato da punição da Fiba Américas em relação aos times e seleções da CBB não poderem participar de competições afora do Brasil pelo menos até julho deste ano. Nem mesmo o todo esforço do novo presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basketball), Guy Peixoto, que deve fazer uma boa gestão foi válido para sanar a suspensão imposta pela Fiba. Ela, contudo, reconheceu os esforços do novo corpo diretivo e estipulou um prazo para nova prestação de contas. O Comitê Executivo da Fiba terá a incumbência de receber dos dirigentes brasileiros e tomar atitudes necessárias a partir do que for apresentado, em encontro para o fim de julho. Mesmo assim, o Brasil ficará de fora das competições oficias até Julho e não participará do Campeonato das Américas U16, na Argentina, e do Sul-Americano U17, ambos no masculino. Já as seleções femininas não poderão disputar o torneio Sub 16, no país de nossos Hermanos, e do Sul-Americano Sub 17, na Bolívia. Contudo, a grande perda mesmo será não disputarmos do Mundial U19.

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Seleção Brasileira U18 (Foto: FIBA/Divulgação)

Para conquistar a vaga para o Mundial U19, a seleção brasileira superou vários obstáculos. Nossa participação na Copa América U18 quase foi um fracasso, isso porque a CBB não tinha verba suficiente para viagens tampouco infraestrutura necessária para poder jogar em Valdivia, Chile. Contudo, com o aporte financeiro do Esporte Clube Pinheiros e de suas instalações, a seleção verde e amarelo treinou em suas dependências e conseguiu participar da competição que nos deu vaga para o Mundial deste ano. Os atletas convocados, sob comando do técnico Davi Pelosini, do E.C.Pinheiros, foram estes: os armadores Felipe Ruivo (E.C.Pinheiros) e Yago Mateus (S.E.Palmeiras), os alas-armadores Rafael Munford (E.C.Pinheiros) e Danilo Sena (E.C.Pinheiros), os alas Aquiles Novo (E.C.Pinheiros), Arthur Dimas (E.C.Pinheiros), Thiago Cruz (E.C.Pinheiros) e Gabriel Galvanini (Bauru Basket), os alas-pivôs Lucas Caue (E.C.Pinheiros), Victor Bafutto (Brasília) e os pivôs Michael Uchendu (Bauru Basket) e João Vitor (Clube de Regatas do Flamengo).

A equipe brasileira iniciou sua participação diante a República Dominicana vencendo por 74 x 58. Os brasileiros começaram logo de cara abrindo 9 x 0, muito pela excelente atuação do ala Gabriel Galvanini, o Jaú , do Bauru Basket e ex Palmeiras, responsável por 25 pontos e 8 rebotes. Além dele, Yago, do Palestra, com 7 pontos e 5 rebotes, também fez uma boa atuação, bem como Munford, autor de 11 pontos e Ruivo, responsável por 9 assistenciais.

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Jaú teve uma ótima participação (Foto: FIBA/Divulgação)

Na sequência, os comandados de Davi enfrentaram a forte escola da Argentina, confronto que valeria a vaga no Mundial, que não acontecia desde 2013. De forma dramática e com muita raça, a  equipe brasileira fez um grande jogo, deu o troco nos argentinos, nosso algoz do ultimo Sul-americano do ano retrasado e fomos vitoriosos por 54 x 51. Começamos nervosos a partida, desperdiçado inúmeras bolas, porém a partir do meio do primeiro quarto, Danilo Sena e Michael apareceram para o jogo, colocando equilíbrio ao confronto. Danilo fez uma ótima partida, convertendo 11 pontos e junto com o Palestrino Yago, autor de 5 pontos, 3 rebotes e 2 assistências, deram uma nova cara ao time, quando juntos em quadra. Com isso, a equipe brasileira, somada a enorme partida do pivô Michael, cestinha do Brasil com 11 pontos e 20 rebotes, abriu uma vantagem que chegou a 8 pontos. No entanto, os hermanos chegaram a cortar para 2 pontos, mas já era tarde. O Brasil, de forma incontestável, além de ter  classificado às semifinais, já estava garantindo no Mundial U19 de 2017.

Pela última partida do grupo, o Brasil, com 13 pontos, 3 rebotes e 1 assistência do palestrino Yago, fez grande primeiro tempo, sai ganhando por 31 x 26, mas tomou a virada dos canadenses por 58 x 74. A seleção do técnico Davi tinha até conseguido realizar  um ótimo primeiro tempo de jogo, com  marcação forte e pontuando muito bem no garrafão com a dupla de pivôs Michael e Caue. Michael, aliás, mais uma vez foi destaque do Brasil, com 14 pontos e 12 rebotes. No entanto, a partir do terceiro período, a seleção canarinha cometeu alguns equívocos, fazendo com que os canadenses abrissem uma boa vantagem para os últimos dez minutos. No final, a seleção até esboçou uma reação com Yago apostando em sua transição rápida de jogo, mas já era tarde, ficamos com a segunda posição do grupo. E enfrentaríamos os EUA na semifinal, a outra foi entre Canadá e Porto Rico.

Na semifinal, nossa seleção sofreu revés contra os futuros astros americanos NBA, por exemplo, Michael Porter JR, autor de 17 pontos da vitória norte-americana por 88 x 48. O armador Yago foi o destaque do Brasil, principalmente chamando a responsabilidade do jogo, com ótima transição de quadra, sendo nosso cestinha com 7 pontos 6 reboes e 4 assistências. Com o resultado, o Brasil enfrentou Porto Rico pela disputa da terceira posição, mas com a vaga já garantida para o Mundial U19 deste ano. Em jogo emocionante, o time de Davi superou a equipe da América Central por 59 x 58. O pivô Michael foi o responsável pelo game winner, faltando 4 segundos, garantido, assim, nossa honrosa medalha de bronze.

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Yago com M.Porter Jr (Foto: FIBA/Divulgação)

Tudo parecia crer que neste ano disputaríamos o Mundial U19 e com os possíveis reforços do armdor Pedro Nunes, do Clube Jovenut Badalona, da Espanha e do gigante pivô Felipe dos Anjos, com passagem pelo Real Madri, farímamnos uma bela competção.  Isso, todavia, não aconteceu, os escândalos da CBB, sob presidência do gênio Carlos Nunes, se tornaram cada vez mais públicos até o ponto da Fiba intervir em nossa entidade máxima do esporte e supender seleções e times brasileiros de disputarem campeonatos internacionais

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O gigante Felipe dos Anjos (Foto: Reprodução)

 

 

 

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