Em dia histórico, sub 19 do verdão quebra tabu e é campeão em plena Bauru

Com um jogo emocionante, com direito a prorrogação, o time Juvenil da Sociedade Esportiva Palmeiras é campeão da categoria em plena Bauru, no ginásio ITE.  A exemplo do jogo 2 da semifinal entre Palmeiras e Paulistano, a partida de ontem teve o mesmo cenário.  Jogo equilibrado, nervoso e também com tempo extra, mas dessa vez o Palmeiras saiu vitorioso nos 5 minutos adicionais por 69 x 72 e pode gritar campeão após longos 32 anos de espera da medalha de ouro, que não era conquistada desde 1983. E com isso, nos tornamos o maior campeão da categoria, com 8 títulos, ao lado de Esporte Clube Sírio E Sport Clube Corinthians Paulista.

Para sair campeão, o time de Filé contou com a maestria do armador Murilo Henriquy, depois de uma  temporada  em que perdeu jogos importantes do Sub 19 e da Ldb, devido a uma entorse no tornozelo. Mesmo com a grave lesão, Murilo foi de suma importância nos jogos da semifinal e o de ontem, sendo o cestinha da grande final. Com 11 pontos, só no último quarto, Murilo teve gigantes 27 pontos, colaborando e muito para o feito histórico do Palestra.

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Comemoração pós título (Foto: Divulgação)

A Trajetória

Com um resultado pífio no ano de 2014, o Juvenil foi totalmente reformulado, além de perdas de jogadores e outros que estouraram a idade, apenas Egon, Murilo, Cadu e Ítalo continuaram. Somaram ao grupo, os meninos do até então sub 17, João, Lucão e Zé e o ala Nicolas Ronsini, do atual Sub 17, mas que sobe de categoria. E chegaram Luiz, ex Bauru, Gustavo, ex Paulistano, Alemão, ex São Caetano, Lázaro, ex Basquetebol italiano e a grande surpresa do pivô Gabriel Mendes, ex Barueri. Fora o treinador Filé que ficou o período de 2014 ausente do verdão,  mas antes disso já havia conquistando ótimos frutos no basquetebol alviverde e retornou em grande estilo no ano de 2015. Com uma tabela razoavelmente fácil nos primeiro duelos (Internacional de Regatas, Poá… ), o Palmeiras pode  entrosar o seu time e testar algumas opções. Contudo, ao decorrer do campeonato, viriam alguns dramas: A séria contusão do ala Vicor Egon, ótimo chutador do perímetro e a entorse do armador Murilo, deixando de longe de algumas partidas importantes. Mesmo assim, fomos caminhando aos poucos e com excelentes vitórias, por exemplo, contra o Pinheiros, fora de casa e contra o Paulistano, em casa, até então adversários que éramos fregueses na categoria, nos últimos anos. A calma reinava com o time Juvenil do Palmeiras, porém com o fim do time adulto do basquete alviverde, muitas indagações foram feitas: O futuro dos meninos no Palmeiras, a perda da chance de jogar NBB na temporada e se continuariam no alviverde. Só que felizmente, a cabeça dos meninos mostrou ser muito boa, muito em virtude ao trabalho que a psicóloga Solange Paes fez com os jovens. O tempo foi passando e o Palmeiras foi garantindo sua participação na Chave Ouro, com a vitória diante o Rio Claro, no interior. Terminamos em 3 lugar, atrás do Bauru, primeiro colocado e do segundo colocado, o time do Paulistano, mas a frente do Rio Claro, quarto colocado. Dito isso, as semifinais foram definidas com os confrontos entre Bauru x Rio Claro e Paulistano x Palmeiras. Bauru não teve muitas dificuldades para despachar o time do interior de São Paulo, já a série entre os times da capital, foi para testar o coração dos cardíacos. O Palmeiras, jogando no caldeirão Palestra Itália, obteve uma tranquila vitória  tranquila (63 x 56). No Paulistano, o time mandante deixou o Palmeiras levar o jogo para a prorrogação, com uma bola fenomenal do ala Victor Egon, mas no tempo extra, Mogi, ex SEP, definiu par o time rubro-negro . Assim, tivemos o jogo 3 em que o Palmeiras começou muito bem, chegou a abrir 21 pontos no terceiro quarto, mas mais uma vez, o time mandante diminui a vantagem e virou o placar e colocou uma diferença de 5 pontos no último minuto. Parecia que seriamos novamente eliminados pelo time do Paulistano (em 2013 fomos duplamente eliminados por eles, pelo Sub 16 e Sub 19). Só que a garra alviverde é algo extraordinário, os meninos jogam todos os jogos como se fossem os últimos de suas carreiras. E com uma bola de três de Lucão e outra de Egon, somado com um lance livre convertido por Murilo, viramos o jogo. O Paulistano até teve a chance de ganhar, mas Mogi titubeou no arremesso e o ala- pivô Vitão errou seu chute. Fim de jogo e uma classificação heroica e histórica para a final, após 18 anos. Paulistano 70 x 71 Palmeiras.

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Classificação épica no Paulistano (Foto: Tania Mijas)

Chegada a grande final, o Palmeiras pode reencontrar os ex Palestrinos e grandes ídolos de nossa base e agora Bauruenses, Henrique, Jaú e Wesley Sena. O time do interior jogava com a vantagem de decidir em casa, Tínhamos que ganhar em São Paulo e jogar muito na Cidade sem limites e foi isso o que ocorreu. Aqui, com um ótimo público, batemos o Bauru por 76 x 72 em grande dia de Cadu, autor de 16 pontos e de uma grande dobra em cima do gigante pivô Wesley. Com isso, o caminho da vitória estava traçado. Já em Bauru, no segundo jogo da decisão, com um ginásio fervendo e lotado, o Bauru estava com o jogo em suas mãos. Chegou a abrir 12 x 4. Todavia, o alviverde foi reagindo e deixando o jogo muito pareio até ser levado para a prorrogação, Lá , estivemos a frente do placar  em boa barte e HEROICAMENTE nos sagramos campeões, ganhando de 69 x 72.  Obrigado, Palmeiras , ao gigante técnico Filé e aos atletas João, Murilo, Nicolas Ronsini, Lucão, Egon, Luiz, Cadu, Ítalo, Gustavo, Zé, Lázaro, Alemão, Franklin e Gabriel. Vocês colocaram seus nomes na história da SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS.

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Ginásio do ITE recebeu grande público (Foto: Jair Orti)
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A garra alviverde foi fator crucial na jornada do time (Foto: Jair Orti)

O Futuro

Não sabemos o que acontecerá no ano de 2016,  muitas especulações foram feitas, que a base seria extinta, que atletas já estavam acertados com outros clubes, mas a realidade é que a base será mantida do Sub 12 ao 19 e que dentro de um a  dois 2 anos, o Palmeiras estuda usar a Lei de Incentivo ao Esporte, mas há alguns empecilhos deixados por gestões anteriores que estão dificultando o processo.  E para o time adulto, é necessário um patrocinador, como Paulo Nobre sempre disse. Em relação ao time profissional, como pedimos licença do NBB, caso voltem, será na divisão de acesso, no caso a Liga Ouro. Com isso, o investimento é bem inferior ao do NBB, mesmo assim teremos que ter um investidor próprio e certamente em uma possível participação da Liga Ouro, a base será muito bem usada. Atualmente quem dirige o departamento de esportes não – profissionais do verdão é o Gilson Marques, ex diretor da Sede do clube social social e quem nos garantiu nossa participação na LDB.

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Time Juvenil seria a base da possível volta da equipe adulto do Palestra (Foto: Divulgação)

 

 

 

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